PM tucana: violência gratuita em manifestação pacífica

A repressão policial já virou tradição em São Paulo, estado sob monopólio tucano há mais de uma década. Se em outros casos houve discussão se a polícia teria exagerado ou se os manifestantes realmente precisavam ser “controlados” (como no caso da invasão da reitoria da USP), o episódio de ontem parece bem menos polêmico. Os relatos e reportagens que vemos na rede revelam um impressionante desrespeito da prefeitura do Kassab em relação ao direito democrático de se expressar e manifestar.

Quando Heródoto Barbeiro questionou Serra sobre os preços do pedágios, foi tirado do Roda Viva. Quando estudantes reclamam do preço da passagem, representando interesses de toda a sociedade paulistana, Kassab responde com violência gratuita. Então eu pergunto aos PSDBs: o que significa esse “D” na sigla do partido? (obs: não sou petista, psolista, nada disso. Aliás, nem tenho time de futebol, que hoje em dia é quase a mesma coisa que partido).

A imagem abaixo fala por si só, foi tirada do vídeo que está no final do post.

“O responsável pela operação, Tenente Siqueira, explicou que o objetivo era “dar segurança aos manifestantes para evitar que os mesmos sejam atropelados”. A explicação foi a mesma antes do início da caminhada e depois das agressões” virgula.uol

“A manifestação foi organizada em redes sociais da internet, como Orkut e Twitter. Os estudantes não conseguiram caminhar nem 15 minutos antes da intervenção da PM. Logo no início da passeata, quando tentavam fechar a Ipiranga, os estudantes foram alvo de bombas de gás lacrimogêneo, gás de pimenta e balas de borracha. Após o tumulto na República, os estudantes se reuniram na frente do Teatro Municipal. Mas, com todas as ruas e praças do centro cercadas por viaturas da Força Tática, o grupo desistiu da passeata.” Estadão

“Um grupo de 700 manifestantes – segundo estimativa da PM – se reuniu para protestar contra o aumento da passagem de ônibus de São Paulo para três reais (R$3), nessa quinta (13). Depois de caminhar alguns quarteirões no centro da capital paulista, os manifestantes foram dispersados pela PM com balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo, e spray de pimenta, deixando dois feridos e 27 detidos. …

Uma bateria turbinada com trompetes marcava o ritmo de gritos como “Aquele que não pula quer tarifa”, quando todos os manifestantes pulavam como se estivessem torcendo pelo seu time do coração. Mas a animação só pôde acontecer até a Avenida Ipiranga, onde a Polícia Militar dispersou os manifestantes com elastômeros (também conhecidas como balas de borracha), bombas de efeito moral e spray de pimenta.” virgula.uol


Veja o vídeo

(abaixe um pouco seu som antes…)