Neurociência: memória e imaginação podem não ser coisas tão diferentes

Ao contrário do que afirmam aqueles que consideram o cérebro um supercomputador, a memória humana não se baseia em bits digitais ou armazenamento puro e simples de informação. Qualquer um que prestou atenção às próprias lembranças pode perceber isto. Elas mudam com o tempo, se misturam, algumas somem, outras nunca desaparecem.

Um novo estudo neurológico aponta para esta direção. A área cerebral normalmente relacionada à fixação da memória recente (para torna-se memória de longo prazo) parece ter papel fundamental na imaginação.

Lembrar é imaginar, recriar uma experiência.

Veja mais detalhes:

Os neurologistas são unânimes ao afirmar que o hipocampo (uma região do cérebro que recebe esse nome por causa de seu formato, que lembra o de um cavalo-marinho) é crucial para a memória. Mas os estudiosos divergem amplamente sobre como o ser humano cria e gerencia as recordações, e principalmente, sobre como esse processo cognitivo se desenvolve. Recentemente, essa polêmica foi vista de um novo ângulo: não seria o hipocampo fundamental também para a imaginação? Além de propor um novo papel para essa área cerebral, a descoberta sugere a existência de um mecanismo de “construção narrativa”, comum à memória, à imaginação e ao pensamento. Tal hipótese abre novas e interessantes perspectivas.”

Fonte:
Revista Viver Mente e Cérebro, Segredos do cavalo-marinho– por Andre Fenton