Música: A bucólica morte de um ego

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A bucólica morte de um ego

de Allan Monteiro e Rodrigo Travitzki

Que seja assim
Agora eu vi que a vida
Não foi feita só pra mim 

Fui enganado
Ou me explicaram
E eu entendi tudo errado

Afogando feito pedra nesse mar de rosa
De prosa com minha quimera

Tanto faz como tanto fez
É que eu sinto pouco, penso demais
Tanto fez como tanto faz
Assim eu tô até ficando louco
Quanto mais lembro menos sei
Melhor esquecer tudo de uma vez

Tanto faz quanto
Eu perco do meu dia no meu pranto
Um choro a menos não me alegra mais

Sampler: Jorge Luis Borges, lendo “Borges y yo”, de sua própria autoria.

“Spinoza entendió que todas las cosas quierem perseverar en su ser; la piedra eternamente quiere ser piedra y el tigre un tigre.

Yo he de quedar en Borges, no en mí (si es que alguien soy), pero me reconozco menos en sus libros que en muchos otros o que en el laborioso rasgueo de una guitarra.

Hace anõs yo traté de librarme de él y pasé de las mitologías del arrabal a los juegos con el tiempo y con lo infinito…”

Gravado em casa.

Voz, violão e computador: Rodrigo Travitzki