Dia do trabalho: e o direito à preguiça?

Será que é realmente o caso de comemorar o dia do trabalho? O que estamos celebrando? Para alguns, o trabalho dignifica o homem. Para outros não. Veja o início do clássico livro “O Direito à Preguiça” (1880) de Paul Lafargue:

“Uma estranha loucura se apossou das classes operárias das nações onde reina a civilização capitalista. Esta loucura arrasta consigo misérias individuais e sociais que há dois séculos torturam a triste humanidade. Esta loucura é o amor ao trabalho, a paixão moribunda do trabalho, levado até ao esgotamento das forças vitais do indivíduo e da sua progenitora. Em vez de reagir contra esta aberração mental, os padres, os economistas, os moralistas sacrossantificaram o trabalho.”

Retirado de O Direito à Preguiça – Paul Lafargue