Democratização da polícia e do judiciário: pauta urgente!

Os inimigos da democracia e da liberdade são muitos, mas há quem, como eu, priorize dois deles no Brasil de hoje. Porque sem isso o resto não vai. A força e a Lei. Eles detém o monopólio da violência e da justiça. Juntos, poderiam transformar toda essa merda. Juntos, podem afundar ainda mais nossa frágil democracia na lama da ignorância, do totalitarismo, da vida sem sentido.

Lembro de meu espanto quando vi, em Barcelona, um policial convencendo (usando palavras e com as mãos pra trás!) um mendigo a não ficar deitado no banco da praça. Sei que essa mesma polícia também é violenta em muitos momentos, mas a diferença é gritante. Eu poderia selecionar aqui alguns dados pra demonstrar essa ideia, mas sinceramente estou tão triste com a situação que não quero me afundar mais nela. Quem quiser se informar melhor, desligue a televisão e procure no google. Escrevo aqui no blog porque preciso desabafar um pouco, e acho que essa indignação precisa ser pública.

brasil-sitiado-pela-policiaOs últimos acontecimentos nas ruas têm mostrado sistematicamente, para quem achava que estava no fundo do poço, que o poço não tem fundo. É triste, mas está bem diante de nossos olhos. Não é questão de governo, não é questão de partido. Precisamos democratizar nossas instituições, ainda tão arraigadas em séculos de opressão e desigualdade, ainda tão arraigadas na ditadura que nem  esfriou, que mal foi reconhecida oficialmente.

Não basta desmilitarizar a polícia, isso é pouco. É preciso democratizar mesmo, torná-la uma ferramenta a serviço da democracia, não dos governos. Não sou especialista, mas isso fica cada vez mais óbvio a cada manifestação que vou e que não vou, mas acompanho pelas redes sociais.

Nossa luta não é contra a polícia, é contra a perversão das instituições a serviço dos tubarões.

Aos bons policiais e aos bons juízes, a estes vai minha oração de hoje. Porque eles talvez sejam os mais capacitados a levar adiante essa mudança necessária, se todos nós mostrarmos nossa indignação publicamente.

A rua é nossa!