Como conciliar sustentabilidade e desenvolvimento econômico?

Já adianto que não sei responder a pergunta acima, mas acho que essa é uma das grandes verdadeiras questões de nosso tempo. Tolos são aqueles que consideram este um problema simples, que só falta tecnologia ou vontade política, e acham que dizer “desenvolvimento sustentável” quer dizer alguma coisa. Mas resolvi escrever esse post depois de ler a nota do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Xapuri (Acre), em resposta ao comentário da Marina Silva dizendo que Chico Mendes era elite.

Já adianto que não escrevo aqui para criticar a Marina, que é a bola da vez, mas sim para criticar a política (des)ambiental que vem desde Cabral, passando por Castelo Branco, Sarney, FHC, Lula, Marina e Dilma. E convenhamos, nesse quesito, nem as grandes potências têm o que dizer, pois querer conservar o mato dos outros investindo na própria industrialização é, na melhor das hipóteses, tentar garantir uma boa paisagem nas férias.

Seleciono alguns trechos da nota:

Chico foi um sindicalista e não ambientalista … Essa visão distorcida do Chico Mendes Ambientalista foi levada para o Brasil e a outros países como forma de desqualificar e descaracterizar a classe trabalhadora do campo e fortalecer a temática capitalista ambiental que surgia.”

“[não concordamos com] a atual política ambiental em curso no Brasil idealizada pela candidata Marina Silva enquanto Ministra do Meio Ambiente, refém de um modelo santuarista e de grandes Ong’s internacionais. Essa política prejudica a manutenção da cultura tradicional de manejo da floresta e a subsistência, e favorece empresários que, devido ao alto grau de burocratização, conseguem legalmente devastar, enquanto os habitantes das florestas cometem crimes ambientais.”

“os candidatos que compareceram ao debate estão claramente vinculados com o agronegócio e pouco preocupados com a Reforma Agrária e Conflitos Fundiários que se espalham pelo Brasil”

Você pode ler a nota toda nesse link do PSTU ou nesse do Globo, vai da sua preferência.