Cientistas calculam o ‘preço da felicidade’

A saúde é nosso bem mais precioso e vale mais do que ser casado ou ter um emprego. Essa é uma das conclusões de pesquisa feita em 2009 no Reino Unido, Universidade de Warwick, baseada em fatores psicológicos e financeiros de diversos eventos da vida, como casamento, divórcio e viuvez.

O estudo, coordenado pelo economista Andrew Oswald, concluiu que estar casado traz felicidade semelhante a uma renda de R$ 400 mil por ano. Do mesmo modo, a viuvez é comparável à perda de mais de R$ 1 milhão e um divórcio seria como perder quase R$ 800 mil.

Os valores foram calculados através de análise estatística de uma pesquisa com indivíduos (britânicos, imagino) escolhidos aleatoriamente. Nos resultados obtidos, o fator que mais influencia na felicidade é a saúde – não estar saudável equivaleria a perder R$ 3 milhões por ano.

Os cientistas dizem cada coisa…

Veja mais nestes trechos retirados da net:


“O trabalho, realizado por investigadores da Universidade de Warwick e do Dartmouth College, nos Estados Unidos, com o título “Terá o bem-estar a forma de U no ciclo da vida?”, será em breve publicado na revista Social Science & Medicine, a publicação de ciências sociais mais citada em todo o mundo.

Os cientistas constataram que os níveis de felicidade têm a forma curva de um U, com o ponto mais alto no início e final da vida e o mais baixo na meia-idade. Muitos estudos anteriores do decurso da vida sugeriam que o bem-estar psicológico se mantinha relativamente estável e consistente com o avançar da idade.

Com base numa amostra de um milhão de pessoas no Reino Unido, os investigadores concluíram que os picos de depressão são mais prováveis por volta dos 44 anos, tanto nos homens como nas mulheres. Nos Estados Unidos encontraram uma diferença significativa nos dois géneros, com a infelicidade a atingir o pico por volta dos 40 anos na mulheres e dos 50 nos homens.
Num total de 72 países em todos os continentes, o estudo constatou a mesma forma de U nos níveis de felicidade e satisfação com a vida por idade.”

http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=24958&op=all


“Enquanto filósofos, antropólogos, sociólogos e outros estudiosos se debatem sobre a essência da felicidade, economistas ingleses da Universidade de Warwick entraram em campo para provar que a questão se resolve em cifras. Altas cifras, para ser mais exata. Segundo eles, ter saúde, por exemplo, é equivalente a embolsar R$ 3 milhões por ano. Já estar casado pode ser equiparado a uma renda de mais de R$ 400 mil por ano. De milhão em milhão, eles acreditam ter chegado ao preço da felicidade.

Aos olhos da filosofia, da antropologia, da sociologia ou da ética, felicidade é um tema demasiadamente complexo. Mas a base do estudo estudo, coordenado pelo economista Andrew Oswald, é outra. O foco está nos fatores psicológicos e financeiros que são alterados em virtude de um determinado acontecimento.

Os valores foram calculados por meio da análise dos dados de uma pesquisa com indivíduos escolhidos aleatoriamente. Foi assim que eles chegaram também à conclusão de que a viuvez é comparável à perda de mais de R$ 1 milhão anualmente. Divórcio? Equivale a perder quase R$ 800 mil.

Mas seria possível mesmo aferir o preço da felicidade? Para a psicanalista Maria Cristina Reis Amendoeira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), não.”

http://www.maisde50.com.br/editoria_conteudo2.asp?conteudo_id=7522


“Pesquisadores encontraram ligações diretas entre os índices de felicidade de um país e os problemas de pressão sangüínea de seus cidadãos.

A pesquisa mostra que os países em que os cidadãos se dizem mais felizes são também os que apresentam menos problemas de pressão. Os pesquisadores não sabem exatamente o porquê dessa relação.

O estudo foi realizado pelos economistas Andrew Oswald, da Universidade de Warwick, na Grã-Bretanha e David Blanchflower, do Dartmouth College, nos Estados Unidos.”

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/02/070220_pressaofelicidade_ir.shtml


“A felicidade pode ser medida? Desde que pesquisas de opinião começaram a ser conduzidas na década de 60, iniciou-se um grande debate metodológico. Sabemos que não podemos tentar medir a felicidade da mesma maneira que se quantifica variáveis como altura, peso e pressão arterial dos indivíduos. Observar este fenômeno diretamente está completamente fora do nosso alcance – algo difícil de ser concebido mesmo que especulativamente. A forma pela qual este tipo de estudo tem se desenvolvido nas últimas décadas, através de questionário e entrevistas aplicadas a amostras representativas de diversas sociedades, levanta inegavelmente dúvidas metodológicas legítimas e difíceis de serem respondidas, mas que, ao mesmo tempo, não desqualificam este tipo estudo, que foi uma das primeiras aproximações econômicas para o entendimento de como se determina o bem-estar subjetivo dos indivíduos.”

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-31572006000400003&script=sci_arttext