Ciência cotidiana: formigas, açúcar e café

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Os efeitos imediatos do café e do açúcar são amplamente conhecidos e reconhecidos pela humanidade. Basta tomar um gole da mistura depois de acordar que se percebe claramente seus efeitos “energéticos” e “estimulantes”.

Pois bem. Hoje me deparei com uma observação destas corriqueiras, que passam desapercebidas, mas que às vezes nos saltam aos olhos sem qualquer motivo aparente.

Fui tirar o copo do café de ontem da pia e, reparando na estranha textura do líquido, focalizei mais de perto e vi uma legião de formigas. Aí dei uma batidinha de leve só para ver aquele corre corre bagunçado de operárias em pânico. Se bem que formigas não devem entrar em pânico. Elas correm porque é a melhor coisa a fazer em certos momentos.

Mas para minha surpresa, elas quase nem se mexeram depois do peteleco. Uma pra lá, uma pra cá, outra em círculos. Só depois de um tempo começaram a se mover, porém sem aquela animação habitual dos insetos mais trabalhadores do planeta.

Aí fiquei encucado. Como aquelas formigas imersas em café e açúcar poderiam estar tão desanimadas?

Seria apenas uma diferença entre mamíferos e artrópodes?
Seria um efeito contrário causado pelo excesso?
Pela mistura de ambos?
Haveria também um “coffee blues”, assim como o tal “sugar blues”?

Para quem quiser fazer este “experimento” em casa, basta encontrar uma casa com formigas (quase todas) e deixar na pia um copo com aquele restinho de café (bem adoçado) por uma noite e uma manhã. Dar um peteleco depois do almoço e observar atentamente.

Para ficar mais refinado, precisaria adicionar alguns controles: um copo com açúcar e água, outro só com café, e um terceiro com alguma comida salgada. Qual seria o resultado?