A sinestesia dos mantras

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Enquanto conversava com o Rafael (no Acre) pelo msn, uma curiosa analogia me ocorreu – dessas que buscam “explicações científicas” para antigos princípios de filosofias e práticas orientais. Mas comecemos do início.

Nós dois ouvíamos a mesma música, na busca de uma sincronia mais ampla… ouça o mantra no site:

http://www.circle-of-light.com/Mantras/om-mantra.html

A letra do mantra é:

OM MANE PADME HUM

Rafael me explicou o significado das palavras, no mantra. As palavras são quase que fonemas. Veja só:

*msn*
(18:53:14) Rafael: eu li a explicacao do dalai ama
(18:53:23) Digão: qual?
(18:53:26) Rafael: om purifica o orgulho e a arrogancia
(18:53:49) Rafael: mane mostra o caminho da iluminacao pelo altruismo
(18:54:19) Digão: legal
(18:55:25) Rafael: hung, a indissociabilidade de sabedoria e método
(18:56:02) Rafael: padme é a capacidade de estar fora da contradição
(18:56:19) Rafael: a flor de lótus (padme) mesmo crescendo na lama não é feita de lama nem a lama afeta as suas propriedades

Como funciona a meditação? Lembro-me das palavras do Yogananda (autobiografia de um yogue). Algo do tipo: a meditação é parte da ciência do espírito. A ciência tradicional ainda vai entender essas coisas, porque não é “uma questão de crença”. É como o espírito “funciona”.

O que as palavras do mantra provocam também deve estar relacionado com nossa estrutura biológica. a sinestesia é a “mistura dos sentidos”. Você pode ver uma cor ao ouvir uma nota, ou relacionar o som de palavras a imagens (como o famoso caso da kiki e da bolba).

Será que os tipos de sons produzidos e ouvidos nos mantras se “misturam” com outras sensações? Haverá uma “sabedoria biológica” milenar passada pela cultura oral pelas gerações?

Pra terminar:

(19:20:57) Rafael: mas quero deixar claro que eu nao entendo muito de budismo
(19:20:57) Rafael: sou um empirista
(19:21:06) Rafael: esses mantras funcionam
(19:21:06) Rafael: deixam a cabeça leve
(19:21:21) Digão: essa vai fechar
(19:21:32) Digão: o post